segunda-feira, 16 de maio de 2016

Iogurte e diabetes tipo 2

Iogurte e diabetes tipo 2: visão geral dos recentes estudos epidemiológicos



O professor Jordi Salas, da Espanha, discutiu os avanços sobre os efeitos positivos do iogurte na diabetes durante o 4º Yogurt Summit, realizado no Congresso de Biologia Experimental 2016, em San Diego, nos Estados Unidos. Seus últimos resultados de pesquisa revelaram a influência positiva do consumo de iogurtes na redução dos riscos de diabetes tipo 2 em pessoas idosas e com alto risco de problemas cardiovasculares.
Os produtos lácteos são frequentemente acusados de gerar problemas adversos à saúde devido aos teores de gordura saturada. Crenças irracionais estão levando à redução no consumo. Entretanto, a totalidade das evidências dos estudos prospectivos mostra que os ácidos graxos saturados dos lácteos não aumentam os riscos de doenças arteriais coronarianas ou de derrames, nem de mortalidade por doenças cardiovasculares. Além disso, os lácteos magros, que são alimentos densos em nutrientes, estão claramente associados com a redução no risco de diabetes tipo 2.
O consumo de lácteos, especialmente de lácteos fermentados, como o iogurte, foi inversamente associado com as medidas do metabolismo da glicose e sensibilidade à insulina. Além disso, a maioria dos estudos prospectivos publicados demonstrou que o consumo de iogurte normalmente está relacionado inversamente ao ganho de peso corpóreo, obesidade, síndrome metabólica, diabetes e doenças cardiovasculares. Dados dos Estados Unidos e do Reino Unido também revelaram uma associação inversa entre a frequência do consumo de iogurte e o risco de diabetes (-18%: 3 porções por semana e; -24%: 4,5 porções por semana, respectivamente).

Um estudo clínico chamado PREDIMED, que visa avaliar os efeitos benéficos da dieta mediterrânea na prevenção primária de doenças cardiovasculares e que possui como um dos coordenadores Jordi Salas, constatou que o consumo total de iogurte esteve associado com um menor risco de diabetes tipo 2, independente do teor de gordura. De fato, um maior consumo de lácteos totais desnatados e iogurte total durante o acompanhamento foi inversamente associado com diabetes tipo 2. Na pesquisa, constatou-se que um aumento médio de uma porção/dia de iogurte (125 gramas) foi associado à redução de 33% no risco de diabetes tipo 2. Além disso, substituir uma porção/dia de uma combinação de biscoitos e chocolate por uma porção/dia de iogurte reduziu 40% o risco de diabetes tipo 2. Em um outro ramo do estudo PREDIMED, o consumo de iogurte, bem como de queijos, foi inversamente associado com a incidência de síndromes metabólicas.
Jordi citou que um efeito benéfico, observado nos estudos epidemiológicos entre o consumo de iogurte e a diabetes tipo 2, parecem ser independentes da qualidade de gordura e não podem ser explicados somente por seus possíveis efeitos na adiposidade. Várias suposições foram feitas para explicar o efeito do iogurte:
Primeiro: pode ser explicado por seus efeitos benéficos na saciedade.
Segundo: pode ser explicado por outros mecanismos, aumentando a sensibilidade à insulina ou reduzindo a secreção pancreática.
Possíveis efeitos probióticos também foram considerados. Salas destacou que os estudos clínicos foram necessários para concluir definitivamente que o consumo de iogurtes tem efeitos benéficos na sensibilidade à insulina e efeitos preventivos sobre a diabetes tipo 2.

As informações são do http://www.yogurtinnutrition.com.




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